Resposta rápida: migração de catálogo dá errado quando é feita de uma vez. O caminho seguro é não migrar tudo: leve primeiro os 20 produtos que mais vendem, opere os dois em paralelo por uma semana, confira estoque e preço, e só então mova o resto. Se os produtos já estão em um ERP, importar de lá costuma ser mais rápido e mais confiável do que exportar da ferramenta antiga.
Trocar de ferramenta assusta menos pelo trabalho e mais pelo risco: o medo real é ficar sem vender por dois dias ou levar preço errado para a vitrine nova. Os dois se resolvem com sequência, não com esforço.
Antes de mover qualquer coisa
- Levante de onde vem a verdade. Se existe um ERP, ele é a fonte — não a ferramenta antiga, que pode estar desatualizada.
- Exporte o que der. Nome, preço, SKU, estoque e link das fotos. Guarde o arquivo mesmo que você não vá usar tudo.
- Aceite que parte do acervo não vai junto. Migração é uma boa hora para deixar para trás o que não vende há meses.
A sequência que funciona
1. Os vinte campeões primeiro
Cadastre à mão, com calma, os produtos que respondem pela maior parte da receita. São os que vão aparecer em quase toda conversa na primeira semana — e é neles que erro dói.
2. Uma semana em paralelo
Mantenha a ferramenta antiga no ar enquanto a nova recebe tráfego real. Não é desperdício: é o único jeito de descobrir o que ficou faltando sem descobrir com cliente.
3. Conferência de preço e estoque
Compare item a item os vinte primeiros contra a fonte da verdade. Erro de preço em migração é comum e caro, porque ele vira venda fechada no valor errado.
4. O resto, por categoria
Mova em blocos, não de uma vez. Uma categoria por dia mantém o problema pequeno quando ele aparecer.
5. Redirecionamento e comunicação
Atualize o link na bio, nas mensagens automáticas e nos anúncios. Link antigo apontando para vitrine desligada é a forma mais silenciosa de perder venda depois da migração.
Tabela: de uma vez x por etapas
| Migrar tudo de uma vez | Migrar por etapas | |
|---|---|---|
| Risco de ficar sem vender | Alto | Baixo |
| Erro de preço | Descoberto pelo cliente | Descoberto na conferência |
| Tempo total | Menor | Maior |
| Produtos sem foto | Muitos | Poucos |
| Reversão se der errado | Difícil | Simples |
| Oportunidade de limpar acervo | Perdida | Aproveitada |
O que costuma quebrar
- Fotos. Nem sempre é possível levar o arquivo — em muitos casos é preciso baixar e subir de novo.
- Variações. Ferramentas tratam cor e tamanho de formas diferentes, e é onde mais se perde estoque na passagem.
- SKU. Se a ferramenta antiga não usava código, esse é o momento de criar um padrão — e não depois.
- Preço promocional. Promoção antiga viajando junto vira desconto que ninguém queria dar.
- Links antigos. Bio, anúncio, assinatura de e-mail, QR code impresso.
Quando não migrar agora
Evite migrar na véspera de data comemorativa, em pico de vendas ou com a equipe reduzida. O ganho de antecipar uma semana nunca compensa o risco de estar com a vitrine incompleta no dia de maior movimento. E se a base de produtos está desatualizada na origem, arrume antes: migração não corrige dado ruim, ela só muda o dado ruim de lugar.
Perguntas frequentes
Comece pelos 20 produtos que mais vendem, opere as duas em paralelo por uma semana, confira preço e estoque contra a fonte da verdade e só então mova o resto por categoria.
Quando os produtos estão em um ERP, importar de lá costuma ser mais rápido e confiável do que exportar da ferramenta antiga, que pode estar desatualizada.
Fotos que não viajam, variações tratadas de formas diferentes, falta de SKU e promoções antigas que migram junto e viram desconto indevido.
Não, e não convém. Migração é uma boa hora para deixar de fora o que não vende há meses e oferecer esses itens sob encomenda.
Na véspera de data comemorativa, em pico de vendas ou com equipe reduzida. E nunca antes de corrigir a base na origem.
Migração boa é a que ninguém percebe do lado do cliente. Veja como o cadastro funciona em catálogo no WhatsApp.
